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Será que chove?

Posted in Divagação/Filosofia, Humor/Nonsense/Coisa Inútil, Tudo with tags , on 10/06/2009 by reticencioso

É, me lembro bem daquele dia…
Era noite, por volta das 22:30, do dia… hm…
Tá, não me lembro tão bem assim, mas continuemos comigo…

Bateu-me uma simples vontade de tomar uma putativa cerveja com salgadinhos…

Então eu pensei:
Vontade, penso eu, não pode bater, pois é algo abstrato, não que bater seja algo concreto, não até a realização de tal ato, então a vontade que eu sinto, é algo tão abstrato que não pode realizar tal ato não realizável por algo não concreto, e se fosse concreto, iria doer… e muito…

Tal pensamento fútil, desapareceu no primeiro gole…

Mas isso foi só pra lembrar-me daquela nebulosa manhã, onde na escola (fui à escola), na aula de português, o dever, não mais do que uma obrigação, era fazer uma redação com o assunto de minha preferência, para terminar na mesma aula de 45 minutos.

Como odiava escrever por pressão, comecei a ficar atordoado… Vinte minutos e o papel em branco reluzindo na minha testa me deixava atônito, como bom garoto estudioso (CDF? Não… longe…).
Mas aí então, em feliz momento de clareza, uma lâmpada se acendeu sobre minha cabeça!
Após dar licença para o tiozinho que consertou a lâmpada defeituosa, pude perceber que o tema para o texto esteve todo o tempo presente.

Então, após escrever bulhufas de coisas sem sentido do tipo “o mar é azul e será que chove amanhã”, terminei o texo dizendo:
“Após ver o papel cheio de letras, pude perceber que acabara de criar algo com o qual se diz que não se pode criar nada… A falta de imaginação!”.

E, gloriosamente, pude ver a criatividade agindo sobre a falta dela mesma!!

Obs: Acho que tirei um F…

E concluí que não há limites para a imaginação, e se houver, é apenas… imaginária…

Ou seja, a idéia sempre está lá, é só usar a criatividade!
Ou a falta dela…

O Universo é um supositório…

Posted in Divagação/Filosofia, Humor/Nonsense/Coisa Inútil, Prolixidade, Tudo, Universo with tags , , , , on 02/06/2009 by reticencioso

Na dispersão sistemática da expansão cósmica do agigantado conglomerado das básicas partículas fundamentais que deu seguimento ao turbilhão de poeira cósmica precedendo todos os capítulos dos tempos que percorreram a história do Universo até o presente momento, fica cada vez mais evidentemente claro, grandiosamente nítido, e de fato, supimpamente legal, de que nada podemos concluir de tudo isso…

Sendo assim, pronuncio agora uma sábia frase de um sábio conhecido, que mesmo nas horas difíceis, onde sua pessoa pode encontrar-se no momento da mais calamitosa neura, diz com fé e paixão:

_”Eu quéro é vivê!!”

Big-Bang segundo o Paint…

Filosofia…

Posted in Divagação/Filosofia, Poemas, Tudo with tags , , on 27/05/2009 by reticencioso

A Rua
(Mário Pederneiras)

Eu considero a Rua
O melhor livro de Filosofia…
Na sua Vida que palpita e atua,
Há todo um método de ensinamento,
Desde o que prega risos e alegria,
Ao que doutrina mágoa e sofrimento.
É nela que se iguala o rumo demarcado,
Do homem feliz, sincero ou falso,
E do grave senhor solene e douto,
Ao indeciso rumo aventurado
Do monstro infeliz de pé descalço

E de sapato roto.

……………………………………………………………..

“Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:

Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o outro.”

(Mário de Sá Carneiro)

Vida…

Posted in Crise existencial, Divagação/Filosofia, Humor/Nonsense/Coisa Inútil, Prolixidade, Tudo with tags , , , , on 05/02/2009 by reticencioso

Então, dizem que a vida é uma peça, um teatro no palco do mundo mundano onde encenamos nossos gloriosos papéis realístico fantasiantes onde fazemos a vida criar fantasia, sentido, realidade, ou o que vier a cada persona…

Seja provindo da mais brilhante mente ascendente ou surgido da mais anojosa dos viegas ambulantes, estamos aqui abaixo desse adiamantado céu nos fazendo passar vezes por nós mesmos, ora por nós outros…

Pois, isso faz parte da mais barata analogia universal não análoga que compreende as banais circunstâncias anacrônicas da realidade não literalmente virtual, comprovando a suprema lei da não-relatividade…

Na mais axiomática verdade, estamos todos hibernando em alguma experiência em uma dimensão convergente e entubados pelos gorgomilos tendo nossas mentes manipuladas para acharmos que estamos vívidos e acordados nessa infeliz vida afeita….*

E todos somos looooooooooooooooooooooooooooucos!!!!!!!!!!!!!

Então então… isso explica tudo…

_Tenha um feliz dia após o outro!!!

*Um bom tema para um filme :) …. ¬¬

Flashback

Posted in Crise existencial, Divagação/Filosofia, Flashback, Humor/Nonsense/Coisa Inútil, Tudo with tags , , , on 02/10/2008 by reticencioso

…27/03/2004
” Talvez minha vida seja um pequeno barco no oceano visando alcançar uma paradisíaca ilha tropical.. E onde eu posso escolher se faço muito esforço remando em determinada direção pra chegar mais rápido ao meu objetivo, ou simplesmente posso içar as velas e deixar o vento me levar vagarosamente à um lugar desconhecido, guiado pelo destino…

Enfim, se há um destino para seguirmos, através de nossos instintos, pressentimentos, e atos distantes da razão lógica e zoológica, esse mesmo destino pode ser mudado através de atos “forçados”, baseados em nossas ideologias, na nossa lucidez e consciência (não tente forçar isso em casa), fugindo assim, da improbabilidade do Acaso …

Agora, se eu não remar, e igualmente e preguiçosamente, deixar de içar as velas, aí vou ficar pra sempre a deriva, à mercê de tempestades e grandes ondas, deixando a minha vida a encargo da sorte..

Mas como a vida pode ser guiada tanto pela sorte como por um extremo azar, quem sabe, depois de alguma tempestade, eu acorde em alguma ilha, como náufrago, rodeado por dançarinas de hula, ou talvez tendo meu fim sendo cozido em um grande caldeirão pra ser devorado por canibais encolhedores de encéfalo… Mas o mais provável, é morrer devorado por tubarões, ou simplesmente afogado, ou ainda de hipotermia nas águas geladas, e por aí vai uma infinita e imprevisivel lista de “destinos” guardada pela minha ociosidade.. E como não sei qual é o meu real intento nessa minha imprevisível vida, e como igualmente não quero ficar à deriva, por enquanto vou deixar tudo à cargo do vento do destino..vou deixar a vida me levar… Ô VIDA LÉVA EUU!!!!!!!!!!!! ”

É… quatro anos e continua na mesma… He…

O Pequeno Grande Céu

Posted in Divagação/Filosofia, Noite, Tudo with tags , , on 04/09/2008 by reticencioso

Houve dias que andei a observar o céu…
Bem, na verdade por muitos dias o fiz.
Até cansar de andar e perceber que era melhor o fazer parado.
Pois bem. Parado continuei, por muito e muitos dias a fio…

Até que um dia, muito cansado que estava e motivado por uma notável dor lombar, resolvi me sentar.
Mas aí, já encontrei-me em tênue empecilho…

Pois dentro da área de meu círculo de lunar atenção, não via um lugar sequer onde poderia sentar continuando a vislumbrar o grande céu.
As árvores cobriam minha visão, e as folhagens pareciam mais ciscos nos olhos da noite…

Poético.

Mas, não era bem o meu intento virar um herbal estudante das vegetais folhagens.
Hora, percebi que fiz a afirmação antes mesmo de ter o trabalho de procurar.
Antes de quase terminar meu lógico pensamento de me enganjar no topo de uma árvore para ter total privação dos naturais obstáculos, me sento ao meio fio e percebo que de lá ainda poderia desfrutar de um vasto pedaço de céu.
Muitas folhas, galhos e afins me atrapalhavam. Mas estava eu confortável na minha apreciação celeste.

E assim o fiz por muitos dias, semanas, meses!
Sim, mas já cansado dessa rotina, e não encontrando mais no meio fio, um motivo de conforto, quisera eu deitar…

Deitar!
Vi-me num lindo gramado, sentindo uma brisa suave, tomando um refresco natural de limão, e gozando do céu (que seja bem entendido!).

Mas, pra minha já quase cruel infelicidade, não encontrei-me na capacidade de fazê-lo…
Não iria eu deitar sobre a calçada da límpida rua. Muito menos na rua!
Pois bem, pois bem, vejamos… Pensei eu comigo mesmo em sutil e indireta indagação ao meu outro eu, mim.

Em busca da resposta, resolvo me deitar sobre o fim da calçada de minha humilde morada, onde percebi algo surpreendente e totalmente inesperado.
Lá estava ele, o céu…

Sim, não era o céu enorme que via antes, nem o pedaço que observei por depois, mas ali o podia ainda o apreciar, tendo o principal motivo dessa escolha meu já sumido bem estar, acompanhado de um pedaço desse esplendoroso céu.

Então, assim o fiz.
Dias, meses, pouco mais de ano…
Mas…
Sim.
O cansaço me tomou…

Aquela calçada parecia ficar mais fria a cada noite, e a falta de coragem de buscar algo mais aconchegante para deleitar de minhas já poucas estrelas, me fez abandonar por vez o local.
Já não era sem tempo, pois já podia ver sem esforço minha silhueta desenhada na tinta da calçada.

Depois disso, passei a contemplar as estrelas apenas do meu próprio quarto, onde da minha janela podia ver uma pequena imensidão.
Não era o grande céu que observava anteriormente, nem o pedaço de céu que via depois, nem o retalho celeste que via da calçada.
Apenas uma lasca, um pequeno céu quadrado.
Mas o meu conforto era imenso…
E todos os dias, ao dormir, vislumbrava com amável sentimento, meu pequeno grande céu.

Mas hoje, o cansaço já me tomou de vez…
Dificilmente consigo sequer lembrar-me de dar uma espiadinha no meu céu antes de adormecer. Mas meu conforto e a rotina não me permitem mais nem mesmo a vontade.

E assim estou vivendo…
Me preocupando em crescer sem nunca me saciar, e me esquecendo, a cada dia, da simplicidade que tanto me realizava…

Repense…

Posted in Divagação/Filosofia, Tudo with tags , on 17/05/2008 by reticencioso

Quando começamos a repensar algo que já foi inúmeras vezes pensado, estamos na maioria das vezes, presos à uma situação sem que queiramos estar, ou que desejamos mas não nos satisfaz, se tratando de uma questão não deduzível onde ficamos perdidos pela inexistência de uma verdade que possa evitar o erro, a curto ou longo prazo.

Não se tratando pois, de um axioma onde possa intervir juntamente a solução, repensamos exaustivamente pela busca do esclarecimento.

Será melhor? Será pior à máxima potência?
Por onde seguir? Que atitude tomar agora?

Um velho e ótimo conselho nessas horas… Nunca siga conselhos!
Como a situação certamente fugirá do que se propõe a resolver instintivamente a mente humana, estando longe da naturalidade de pensamento, nenhuma afirmação será exatamente clara, nem os benefícios ou malefícios poderão vir contados.

Resta-nos buscar somente dentro de cada um o que será definitivo. Nem pior, nem melhor, apenas lançar outra pedra no escuro lago do destino.

Agora, já se tratando de uma questão lógica, apenas o medo poderá responder por quaisquer que for a dúvida que forma esta porta já aberta para o que se é conhecido…

Ou não!! :\