Archive for the Insanidade Category

E é disso que estou falando…

Posted in Insanidade, Tanto faz..., Tudo on 10/07/2010 by reticencioso

Mais um dia insano, onde fiquei observando as pessoas que iam passando, enquanto cantarolava em contracanto com o pássaro de um crisanto, que depois saiu voando assoviando seu arranjo junto com o rádio de um fulano que tocava em algum canto, lembrando-me de quando ficava o tempo analisando, enquanto o mesmo ia passando quase que voando como o pássaro do canto, e passara eu pensando, a noite inteira procurando, e não achando no entanto nem sequer uma palavra, pra continuar assim rimando…

Loucura, estás tão linda hoje!

Posted in Divagação/Filosofia, Insanidade, Tudo with tags , on 26/05/2010 by reticencioso

Alguns trechos e apetrechos extraídos e reticenciosamente adaptados do livro “Elogio da Loucura” – Erasmo de Rotterdam…


Que serviço poderiam prestar os sábios, quando os exércitos se estendem em ordem de combate  e reboam no espaço o rouco som das cometas e o rufar dos tambores, ao passo que eles, definhados pelo estudo e pela meditação, arrastam com dificuldade uma vida que se tornou enferma pelo pouco sangue, frio e sutil, que lhes circula nas veias?”

“Tudo o que fazem os homens está cheio de loucura. São loucos tratando com loucos.”

“O sábio absorve-se no estudo dos autores antigos; mas, que proveito tira ele dessa constante leitura? Raros  conceitos espirituosos, alguns pensamentos requintados, algumas simples puerilidades —  eis todo o fruto de sua fadiga.
O louco, ao contrário, tomando a iniciativa de tudo, afrontando todos os perigos, parece-me alcançar a verdadeira prudência.”

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Todo mundo tem um pouco…

Posted in Insanidade, Tudo with tags , on 10/09/2009 by reticencioso

“E o que é um autêntico louco?
É um homem que preferiu ficar louco, no sentido socialmente aceito, em vez de trair uma determinada idéia superior de honra humana. Assim, a sociedade mandou estrangular nos seus manicômios todos aqueles dos quais queria desembaraçar-se ou defender-se porque se recusavam a ser cúmplices em algumas imensas sujeiras. Pois o louco é o homem que a sociedade não quer ouvir e que é impedido de enunciar certas verdades intoleráveis.”

Quem sou eu?
De onde venho?
Sou Antonin Artaud
e basta que eu o diga
Como só eu o sei dizer
e imediatamente
hão de ver meu corpo
atual,
voar em pedaços
e se juntar
sob dez mil aspectos
diversos.
Um novo corpo
no qual nunca mais
poderão esquecer.

Eu, Antonin Artaud, sou meu filho,
meu pai,
minha mãe,
e eu mesmo.
Eu represento Antonin Artaud!
Estou sempre morto.

Mas um vivo morto,
Um morto vivo.
Sou um morto
Sempre vivo.
A tragédia em cena já não me basta.
Quero transportá-la para minha vida.

Eu represento totalmente a minha vida.

Onde as pessoas procuram criar obras
de arte, eu pretendo mostrar o meu
espírito.
Não concebo uma obra de arte
dissociada da vida.

Eu, o senhor Antonin Artaud,
nascido em Marseille
no dia 4 de setembro de 1896,
eu sou Satã e eu sou Deus,
e pouco me importa a Virgem Maria.

Antonim Artaud


Obs: Post aprovado e reconhecido com o selo oficial!!

Pequenos devaneios que fazem nossa vã filosofia se revirar no seu vão túmulo…

Posted in Divagação/Filosofia, Insanidade, Prolixidade, Tudo on 30/07/2009 by reticencioso

O mundo é tão simples em sua vasta complicação, que me deixa pasmamente perplexo. É como a gramática… A maioria acha que sabe usá-la… Mas pra que tentar entendê-la?!!

E em meio a isso penso em como afirmar que hoje amanhã será ontem, mas isso acabou quando deixei de pensar nisso anteontem… Aí só afirmo hoje que ontem foi o amanhã de anteontem e o amanhã de hoje é amanhã mesmo, mesmo que o amanhã amanhã será hoje…

E se Deus é fruto do subconsciente coletivo de gerações passadas, pergunto-me se vivemos na dimensão do tempo ou se o tempo se limita a se relevar apenas a temporizar a nossa existência…

As vezes, me pergunto algo que não sei responder, aí eu me indago o porquê da pergunta, aí me lembro do que eu quero saber, mas se eu sei o que quero saber, procuro a resposta do por que fiz a pergunta…

E quando achei ter achado o então procurado porquê da questão, depois de uma longa e impaciente análise dos prós e contras, chego a um ínfimo resultado. E descubro que devo discernir agora os pós dos contras e os contras de vice-versa…

Descobri que minha ansiedade por dormir não me permite concluir tal ato… Imagine você ansioso por algo e sabe que a dita ação que não vai deixar você cumprir o objetivo desse algo se refere a ele mesmo…

Provando que para todas as consequências e reações diversas e adversas à pluralidade natural das divergências universais, encontra-se senão na vulnerabilidade das medidas das ações, a propícia forma de discernir os erros dubitáveis das formas como as quais as impeliram ao estopim inconsciente dada as razões meramente implícitas de suas próprias palavras.

Pensando bem, por alguma razão ou motivo pouco óbvio, a soma quântica da massa molecular do meu cérebro dividido pela razão da minha existência dá número quebrado e alguns neurônios queimados… E assim já dizia a profecia:

E isso porque talvez tudo não passe simplesmente de uma grande orgia cerebral…

Abismo do Mundo

Posted in Insanidade, Poemas, Tudo with tags , , on 29/05/2009 by reticencioso

As pedras que dormem de dia,
Acordam assustadas,
Olhando as pipas que pairam sem vento,
Debaixo das juçaras.

E nas casas, tragos e baralhos.
Matando a sede em histórias e veneno.
Com as velas que viram as noites,
Agora apagadas e sem dinheiro.

E na calmaria de um barco que afunda,
De tudo de um tanto de um pouco profundo,
Resta da vela um ser, cogitabundo…

Que nas idas e vindas das voltas do mundo,
De triste pesar de vagar moribundo,
Jogam-se as pedras no abismo noturno…

O dia todo…

Posted in Humor/Nonsense/Coisa Inútil, Insanidade, Prolixidade, Tempo, Tudo with tags , , , on 18/03/2009 by reticencioso

Todo dia penso que o dia todo vai ser nada mais que um dia igual ao de todo dia…
E isso me faz lembrar que se o dia todo for igual todo dia, vou passar todo o tempo achando que dia todo é igual a todo dia o tempo todo…

__Ô moça, café quente e bolo gelado, por favor…

Flashbackinow

Posted in Flashback, Insanidade, Poemas, Tudo with tags , , on 26/10/2008 by reticencioso

Ando feito a coragem que se alimenta da fraqueza inerte.

E premonizo a cada passo, a cada lastro de fé talhada,
O que ainda não deu certo pra me suprir da sorte amada.

Empunho a espada, ergo o escudo, sagaz guerreiro que jaz sem luto,
Esperando o fim absoluto da morte que renasce das cinzas desse mundo.

Pois onde haverá nesta terra, alguém que revele o que se pode esperar sonhar?
Ou o que se pode esperar dos sonhos?

Vivo… Concreto… Vegeto…
_Que diferença faz?

E todo aquele que ainda não desfruta da eterna virtude,
Haverá de ficar no tempo estagnado.
Sucumbindo da política infame.

E o imenso contentamento em atravessar a floresta de espinhos,
Se desmancha ao ver minhas mãos…
Manchadas em sangue…