Archive for the Flashback Category

À luz de velas…

Posted in Flashback, Gente sem mente, Poemas, Tudo with tags on 20/07/2009 by reticencioso

Vagando entre escombros, rochas talhadas.
Dispersando o inconcebível,
Em espaço de estrelas apagadas.

Ocultando seus clamores irrefutáveis.
Disfarçando seus temores,
Em certezas de idéias infundáveis.

São frangalhos de mente decaída.
Entorpecimento de dor suprimida,
Vendando os olhos da alma,
Cegando os sentidos da vida.

Procurando histórias e mentiras,
Para acalmar a própria ira.
Para sentir em suas teses,
A proteção de que precisa.

Pobre ser, anda e vê, olha e crê,
E entre porquês se pergunta,
Esconder-se ou ser?

Ser o disfarce,
Ser a penumbra,
Ser a trapaça,
Ser a mentira..

Vagando entre o vazio não há saída.
Vagando entre o ódio não há perdão.
Mas nada muda quando a vela acesa atinge a escuridão,
Fortalecendo a obscuridade e divagando-a em solidão.

Nada muda quando uma sombra perde a sua luz.
Nada muda quando se enche o espaço vazio…

Como a luz pode alimentar a escuridão de uma sombra,
Uma sombra que nunca existiu?

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Ignorâncias…

Posted in Divagação/Filosofia, Flashback, Tudo with tags on 14/07/2009 by reticencioso

Volta a fita… Vrrrrrrrrrrrrrrrrrr…

Por vezes inabalável, se mantém, enfim, apenas instável.
Entre becos de pobreza e tochas apagadas, continua assim, apenas calado.

Pobre dor que há em ti! Escarificando sua alma, deleitando-se em sua fraqueza!

Pobre de quem não luta e definha sem resposta.
De quem finge não ouvir perguntas e se isola.
De quem ouve sussurros, e se engana ao som do vento.

E por tudo que já andei, pernoitando nas entranhas da alma, ainda hei de ver mazela pior que esta.

E entre prazeres que me consolam, passeio com meus olhos nas nuvens cinzentas de um dia sombrio, sentindo tenra calmaria.

E pousando a vista além do que posso ver, minha mente é jogada em vão ao vento, deixando que reste ainda um pingo de consciência, e então posso dizer…

Tolo é aquele que nunca o foi, e possuidor de sabedoria, aquele que o foi e em quem sempre haverá uma réstia de ignorância…
Para sempre continuar crescendo.

24/09/2006

“Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância.”
Galileu Galilei

Procura-se inspiração!

Posted in Flashback, Tudo with tags , , on 23/06/2009 by reticencioso

Hoje senti saudades da minha inspiração…
Pode não ser grandes coisa, mas quando me dei conta  de que ela sumiu mais uma vez, já me senti triste e incompleto.

Já procurei em vários lugares, debaixo da cama, do tapete, nas gavetas, nos bolsos, até no canto do sofá… E nada…

Mas já nem fico assustado. Ela é assim mesmo… Sempre que estou meio apático e deprimido, ela some, desaparece, sem ao menos me consultar…

Mas até hoje, ela sempre retornou. Nunca soube por onde anda, mas sempre volta com mais idéias.

E a solução é esperar, e torcer pra que não me abandone definitivamente.

Então, para o pesar geral, apenas deixo aqui hoje, uma vaga divagação de tempos atrás sobre pensar…

Pule a linha e boa sorte…


“Estive pensando em pensar… Não em pensar em pensar, mas pensar no pensamental ato pensamentatório do pensamento…

Pensamos no que fazemos e não fazemos o que pensamos pois se pensamos no que fazemos, temos que pensar que para fazer o que pensamos temos que pensar antes de fazê-lo, mas aí não iremos fazê-lo por pensar… Mas para não pensar no que fazer, não pense em pensar, e pense em não pensar em pensar, pois aí se pode pensar em não pensar em fazê-lo…

Pois assim já dizia um sábio pé… Na quente meia é que se entra numa frieira…

E antes que eu pense em escrever e não escreva por pensar, ou mesmo que não pense em escrever e escreva sem pensar, pensei em escrever o que agora não farei…pois acabei de pensar, e pensei que não seria bom o fazer…

E pense bem…
As vezes é melhor fazer sem pensar, do que pensar em não fazer…”


Por quanto se espera

Posted in Flashback, Poemas, Tudo with tags , on 09/06/2009 by reticencioso

Por quanto se espera o trágico desfecho da vida…
E se o silêncio romper a estima no fechar das cortinas?
E se as vaias calarem as salvas?
E se a dúvida firmar minha sina?

As mentiras me salvarão?
Todas as lágrimas foram em vão?
E se nunca existiram esses seus olhos?
Que de mim nunca fugiram…

E meus papéis rabiscados?
Entenderão as turvas letras?
De mãos inseguras, rasuras e paletas,
Para sempre perdidas…

Mas não vale a agonia.
Pelo quanto se espera,
Pelo tempo se enterra,
Tudo o que foi dia…

Só as estrelas contarão,
Esses milhares de olhos!
Contarão contadas,
Pela minha luneta das noites erínias.

Por quanto se espera?
Da chuva que me encobre,
Logo ao fechar os olhos,
Gota a gota,
Desaba o céu sobre o teto,
O teto sobre a mesa,
E a mesa, enfim,
Sobre nossos joelhos,
Que protegem nosso medo…

Flashbackinow

Posted in Flashback, Insanidade, Poemas, Tudo with tags , , on 26/10/2008 by reticencioso

Ando feito a coragem que se alimenta da fraqueza inerte.

E premonizo a cada passo, a cada lastro de fé talhada,
O que ainda não deu certo pra me suprir da sorte amada.

Empunho a espada, ergo o escudo, sagaz guerreiro que jaz sem luto,
Esperando o fim absoluto da morte que renasce das cinzas desse mundo.

Pois onde haverá nesta terra, alguém que revele o que se pode esperar sonhar?
Ou o que se pode esperar dos sonhos?

Vivo… Concreto… Vegeto…
_Que diferença faz?

E todo aquele que ainda não desfruta da eterna virtude,
Haverá de ficar no tempo estagnado.
Sucumbindo da política infame.

E o imenso contentamento em atravessar a floresta de espinhos,
Se desmancha ao ver minhas mãos…
Manchadas em sangue…

Flashback

Posted in Crise existencial, Divagação/Filosofia, Flashback, Humor/Nonsense/Coisa Inútil, Tudo with tags , , , on 02/10/2008 by reticencioso

…27/03/2004
” Talvez minha vida seja um pequeno barco no oceano visando alcançar uma paradisíaca ilha tropical.. E onde eu posso escolher se faço muito esforço remando em determinada direção pra chegar mais rápido ao meu objetivo, ou simplesmente posso içar as velas e deixar o vento me levar vagarosamente à um lugar desconhecido, guiado pelo destino…

Enfim, se há um destino para seguirmos, através de nossos instintos, pressentimentos, e atos distantes da razão lógica e zoológica, esse mesmo destino pode ser mudado através de atos “forçados”, baseados em nossas ideologias, na nossa lucidez e consciência (não tente forçar isso em casa), fugindo assim, da improbabilidade do Acaso …

Agora, se eu não remar, e igualmente e preguiçosamente, deixar de içar as velas, aí vou ficar pra sempre a deriva, à mercê de tempestades e grandes ondas, deixando a minha vida a encargo da sorte..

Mas como a vida pode ser guiada tanto pela sorte como por um extremo azar, quem sabe, depois de alguma tempestade, eu acorde em alguma ilha, como náufrago, rodeado por dançarinas de hula, ou talvez tendo meu fim sendo cozido em um grande caldeirão pra ser devorado por canibais encolhedores de encéfalo… Mas o mais provável, é morrer devorado por tubarões, ou simplesmente afogado, ou ainda de hipotermia nas águas geladas, e por aí vai uma infinita e imprevisivel lista de “destinos” guardada pela minha ociosidade.. E como não sei qual é o meu real intento nessa minha imprevisível vida, e como igualmente não quero ficar à deriva, por enquanto vou deixar tudo à cargo do vento do destino..vou deixar a vida me levar… Ô VIDA LÉVA EUU!!!!!!!!!!!! ”

É… quatro anos e continua na mesma… He…