Fragmentos II

Eu tenho a certeza,
De que as próprias certezas mudam,
Assim como as incertezas,
Que viverão das mesmas.

Seu pensamento de menino já não serve mais,
Sua filosofia adolescente já não o supre mais.
Sua liberdade hoje, já não lhe cabe mais.
E você sempre vai atrasar.
Enquanto só quer voltar atrás…
E continuar criança,
Onde ser grande era brincar.

A certeza, pessoas,
É um buraco de minhoca,
Um universo no umbigo,
Que atravessa o futuro,
Como uma promessa,
Sem nenhum compromisso.

Com brevê, preciso cortar o cabelo,
Preciso adoçar o tempero,
E que me digam o que é melhor.

Mas pergunto, a esmo,
Que como um qualquer,
Darei-me ouvidos?
Esses! Que a vida me deu.
Que deitam-se no divã.
Pra ouvir o sentido da natureza,
Pra pensar na segunda de manhã.

Mas que presente mais propício.
Para um humano.
Abocanhar as palavras.
As inverter.
Adicionar.
Subtrair.
E cuspir.
Dividindo a si mesmo!
E aos outros de si.

Criando o buraco negro.
Que é o abismo do olhar,
Onde sempre há essa luz de fundo.
Mas só quando alguém,
De canto de olho,
Está a lhe observar.

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Uma resposta to “Fragmentos II”

  1. Andrea Gonçalves Says:

    Olá Fábio!
    Eu vi seu comentário no blog “Diário de um lunático” e quase sucumbir de emoção ao ver que era do ano de 2016!
    Poxa… Eu pensava que só eu procurava aqueles posts!
    Então resolvi fazer uma visita ao seu blog, pois alguém que leu o Diário de um lunático não pode ser de todo ruim.
    Gostei muito de seus escritos!

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