Finais…

Poderá até parecer,
Nas inertes linhas que seguem,
Que estou para escrever,
Uma longa carta triste,
De alguém que se despede.

No entanto serei breve,
No momento que sucede.

E o que faço agora,
Não sei se é algo certo,
Pois abstenho-me agora,
Deste meio apoético…

Óh!
Mas que tédio!
Um redemoinho de palavras vagais,
Soletradas pelo ébrio…

Que dancem essas lamúrias!
Que entoem os seus cantos,
Que sirvam todas as bebidas,
Que enlouqueçam então os anjos!

A vida continuará a mesma,
Cortando lentamente o pulso…
E tudo o que não foi escrito,
Não mais importa ao mundo.

Aqui vou-me, portanto,
Duvidoso de mim mesmo,
Sem tristeza e nem pranto.

E se fosse isso o contrário,
Nada adiantaria o porém,
Pois o futuro deste mundo,
Já não cabe a mais ninguém.

Então só peço aos santos,
Que continuem nos suprindo,
Com distrações e embriaguez,
Com ignorância e insensatez,
E tudo mais o que nos mantém.

Até o dia de nossas almas,
Encharcadas de torpeza,
Voarem tortas para o além.

Amém.

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