O mal

“Ele estava sentado, ao fim do dia,
Sobre as ruínas de velhas tradições,
Soltando ao largo as trovas da Agonia
Entre um coro de eternas maldições.

Tinha na face encarquilhada e fria
A sordidez dos ínfimos ladrões;
E na destra uma taça, onde bebia
O sangue de extintas gerações.

Eu, ao vê-lo, bradei: Porque é que existes,
Tu, que geras o Horror, e a ele assistes
Tranquilo, como á queda de Salém?

Porque, ó Mal? – E o Mal, sombrio e torvo,
Fitou em mim o seu olhar de corvo,
E respondeu-me: Porque existe o Bem.”

Narciso de Lacerda

Ghhraaarghh!!!!!!!

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